Será Aventura part. 4
Após o humanoide fugir, Everton encostou-se a e na parede, baixou o fuzil, e respirou aliviado e perguntando-se o que haveria acontecido pra ele estar ali, e onde estavam sua família e amigos, mas aquela voz em sua cabeça continuava ordenando que ele prosseguisse com sua missão, ele já estava ficando aborrecido, mas era a única coisa que o fazia sentir tranquilidade num momento como aquele. Às vezes ele pensava em perguntar de quem era àquela voz que soava em sua cabeça, mas resolver esperar um pouco, e retomou o fôlego para continuar sua missão, ele empunhou a arma e seguiu em passos calmos e cautelosos. Chegou certo ponto em que ele começou a achar que estava andando em círculos, mas àquela voz misteriosa em sua cabeça sempre indicava o caminho – que pra ele parecia certo já que ele não sabia onde estava realmente – mas após mais alguns minutos andando e sem ver nem um rastro de vida nem mesmo a da criatura humanoide que ele havia visto, ele escuta um grande estalo de portas abrindo-se, ele virou-se e correu na direção do barulho, ao chegar no local ele viu três criaturas humanoides de joelhos como se estivessem reunindo-se, no instante em que Everton chegou os três humanoides viraram-se para ele , e quando ele os viu, ficou horrorizado, pois as criaturas eram humanos sem com uma boca do tamanho do rosto, com vários dentes sujos e amarelos que ficavam salivando sem parar, nos mesmo instante em que ele pôs o dedo no gatilho as criaturas correram ferozmente em direção a Everton, ele não esperou pra mirar e imediatamente apertou o gatilho dando-lhes uma rajada de tiros que pegava em todo o corpo das criaturas, fazendo com que elas fossem lançadas ao chão, após alguns segundos atirando ele foi até as criaturas para saber realmente o que eram, e viu que não pareiam serem humanos mas tinham o corpo de um, e mais uma vez a voz disse pra onde ele deveria ir. Após muito tempo andando ele chega a uma sala de recepção de hospital, ele foi em direção à porta de saída, assim que ele sai do hospital, ele se deparou com uma cidade quase em ruinas, com vários prédios ao chão, carros virados e pegando fogo, muito lixo espalhado pelo chão, o sol estava coberto por uma nuvem passageira, um leve vento trouxe até ele um jornal amaçado, ele pegou e jornal e na capa do jornal dizia, “Falso pacificador, é desmascarado” e mais em baixo dizia, “Vírus mortal é Souto por aviões das forças armadas norte americanas, os Estados Unidos não consegui conter o vírus” “será que o a raça humana sobreviverá a mais um extermínio?”.
- Não, não, nããããããão! O que fizeram com minha família? O que foi que houve? Onde estão meus amigos?
Após o momento de fúria ele percebeu que havia alguém olhando pra ele de dentro de uma loja de artigos esportivos do outro lado da rua, então ele correu até essa pessoa sem saber quem o que era, a criatura também correu, quando ele entrou na loja, tudo estava bagunçado, e um barulho de porta abrindo e fechando vinha dos fundos da loja, ele correu para, e chegando à porta abriu-a bruscamente já com o fuzil em mãos, ele saiu num beco fedorento, e viu a criatura correndo em direção à outro edifício, então gritou – Pare aí mesmo ou meto uma bala na sua cabeça! – a criatura parou e rapidamente ele foi aproximando-se e vendo que a criatura parecia ser humana.
- Por favor, não me mate.
- Quem é você?
- Meu nome é Jessie, eu só estava lá pra encontrar algo para me defender.
- Como disse que se chama?
- Jessie.
-Tem mais alguém vivo com você?
- Sim, meu namorado.
- Como ele se chama?
- Lucas.
- Leve-me até ele, pois tenho algumas perguntas à fazer.
- Não posso fazer isso.
- Não faria isso por um velho amigo?
- Que velho amigo? Meus amigos estão mortos.
- Então olhe para trás.
No momento em que ele virou-se e viu que Everton estava ali, encheu os olhos de lágrimas, e começou a chorar como se soubesse que iria para o inferno.
- Não pode ser, é você Everton?
- Sim, sou eu.
- Mas como? Em 2013 você foi internado por que o vírus que os americanos soltaram tinha estragado todos os seus órgãos, e após uma semana internado os médicos disseram que você havia falecido. Isso é um milagre.
- Bom, então eu acho que tem algo muito esquisito acontecendo, porque eu acordei no hospital Santa Elena, com todas essas coisas que estou usando dentro de uma cômoda, e uma voz me dizia pra vir até aqui, e no caminho encontrei com algumas criaturas com uma boca no lugar do rosto, e quando saio eu vejo o jornal e depois vi você na loja, e estamos aqui.
- Então vamos sair logo daqui, pois aqui é muito perigoso.
- Mas o que foi que aconteceu?
- Vamos logo e quando chegarmos ao esconderijo Lucas te explicará.
E eles correram por quase duas horas, e Everton estava horrorizado com a calamidade em que se encontrava a cidade de Oxbay, várias lojas destruídas, prédios em ruinas. E quando eles chegaram a um beco, ela virou-se de frente à Everton e fez sinal que era pra abrir o latão de lixo, ele foi em direção ao latão e quando abriu havia um profundo buraco com uma pequena luz no final, ela falou pra que ele fosse rápido, ele pulou no buraco e em seguida ela foi pulou junto. Após alguns minutos descendo ele chegou ao esgoto, que fora adaptado para a moradia de seres humanos, enquanto ele olha admirado para o esgoto, Jessie acabara de descer e estava indo em direção à uma porta improvisada com grades de ferro e alguns tecidos que já estavam úmidos e sujos.
- Jessie querida, é você?
- Sim sou eu, e eu trouxe alguém.
- Quem? Você sabe que não pode trazer ninguém pra cá, e se ele estiver infectado?!
- Apenas venha ver quem é.
E bruscamente sai um cara que aparentava não se alimentar bem havia anos, e meio sujo. Everton levanta-se com um brilho no olhar e abrindo um sorriso apenas espera pra ver a reação do amigo.
- Quem é este aí?
- É o Everton.
- Impossível, o Everton que conheço morreu faz três anos.
- Então eles deram a você a informação errada meu amigo, pois eu estou vivo.
- E como tenho certeza?
- Por que fui eu quem te mostrou a academia de kung fuu, e fui eu que te falei pra namorar a Jessie.
Então Lucas não esperou mais tempo e correu para dar um abraço no velho amigo.
- Mas o que foi que houve com nossa cidade? De quê que os jornais estavam falando?
- Dois meses depois que abrimos aquela caixa, um louco norte americano, ganhou à presidência dos Estados Unidos, e ninguém sabia que ele estava bancando um cientista louco, que após um ano de pesquisas ele afirmou ter conseguido encontrar “a cura perfeita” que na lógica teria sido criada para curar todas as doenças virais do mundo, mas que como de costume, alguns religiosos começaram a protestar, por que afirmavam que isso era mentira e que os americanos estavam criando uma nova forma de tentar dominar o mundo, começando pela morte de várias pessoas, e infelizmente eles estavam certo, os Estados Unidos criaram essa tal de cura, e conseguiram enganar a ONU e pulverizou todo o globo, matando muitas pessoas, algumas pessoas ficaram deformadas e acabaram transformando-se em monstros, e outras ganharam uma espécie de poder, aí como você deve ter lido no jornal, os estados unidos perderam o controle das pessoas que morriam que se transformavam em monstros e as que ganhavam poderes, até que um dia todo o planeta estava infectado, e a economia mundial declinou de vez, aí então a fome, a miséria e os desastres naturais tomaram de conta do mundo, e hoje estamos assim, sem alimentos suficientes, sem água suficiente, e com medo de a qualquer hora entrar pela porta uma criatura monstruosa pela porta, se realmente existe inferno, já estamos nele e Deus nos abandonou de vez.
Lucas se levanta e volta para o quarto dele, Everton olha pra Jessie que com os braços recolhidos sobre os joelhos chorava baixinho.
- Desde que você foi dito como morto, ele começou a desacreditar em Deus, e começou a ficar revoltado com a vida.
- O que aconteceu com Frank? Ele está bem não é?
- Quando a economia do mundo declinou, houve realmente uma guerra mundial, onde todos os países se envolveram, e enquanto soldados de todas as partes do mundo atavam nossa cidade, alguns militares estavam tentando evacuar as pessoas, e foi quando nos perdemos d’ele.
- Mas e meus pais?
- Eles morreram enquanto fugiam de casa, um torpedo russo atingiu a casa deles, e eles não tiveram chance alguma.
- Mas então isso que dizer que Frank ainda está vivo por aí.
- Lucas e eu já tentamos ir atrás dele, mas não conseguimos acha-lo.
- Assim que anoitecer eu sairei à procura de Frank.
- Não, você não pode fazer isso.
- Porque não posso?
- Porque é a noite que os demônios rondam lá em cima, à procura de algum ser vivo que esteja desprotegido.
- Então ao amanhecermos nós sairemos.