Quem vive me vendo

sábado, 31 de março de 2012

Será Aventura part. 4

Será Aventura part. 4
Após o humanoide fugir, Everton encostou-se a e na parede, baixou o fuzil, e respirou aliviado e perguntando-se o que haveria acontecido pra ele estar ali, e onde estavam sua família e amigos, mas aquela voz em sua cabeça continuava ordenando que ele prosseguisse com sua missão, ele já estava ficando aborrecido, mas era a única coisa que o fazia sentir tranquilidade num momento como aquele. Às vezes ele pensava em perguntar de quem era àquela voz que soava em sua cabeça, mas resolver esperar um pouco, e retomou o fôlego para continuar sua missão, ele empunhou a arma e seguiu em passos calmos e cautelosos. Chegou certo ponto em que ele começou a achar que estava andando em círculos, mas àquela voz misteriosa em sua cabeça sempre indicava o caminho – que pra ele parecia certo já que ele não sabia onde estava realmente – mas após mais alguns minutos andando e sem ver nem um rastro de vida nem mesmo a da criatura humanoide que ele havia visto, ele escuta um grande estalo de portas abrindo-se, ele virou-se e correu na direção do barulho, ao chegar no local ele viu três criaturas humanoides de joelhos como se estivessem reunindo-se, no instante em que Everton chegou os três humanoides viraram-se para ele , e quando ele os viu, ficou horrorizado, pois as criaturas eram humanos sem com uma boca do tamanho do rosto, com vários dentes sujos e amarelos que ficavam salivando sem parar, nos mesmo instante em que ele pôs o dedo no gatilho as criaturas correram ferozmente em direção a Everton, ele não esperou pra mirar e imediatamente apertou o gatilho dando-lhes uma rajada de tiros que pegava em todo o corpo das criaturas, fazendo com que elas fossem lançadas ao chão, após alguns segundos atirando ele foi até as criaturas para saber realmente o que eram, e viu que não pareiam serem humanos mas tinham o corpo de um, e mais uma vez a voz disse pra onde ele deveria ir. Após muito tempo andando ele chega a uma sala de recepção de hospital, ele foi em direção à porta de saída, assim que ele sai do hospital, ele se deparou com uma cidade quase em ruinas, com vários prédios ao chão, carros virados e pegando fogo, muito lixo espalhado pelo chão, o sol estava coberto por uma nuvem passageira, um leve vento trouxe até ele um jornal amaçado, ele pegou e jornal e na capa do jornal dizia, “Falso pacificador, é desmascarado” e mais em baixo dizia, “Vírus mortal é Souto por aviões das forças armadas norte americanas, os Estados Unidos não consegui conter o vírus” “será que o a raça humana sobreviverá a mais um extermínio?”.
- Não, não, nããããããão! O que fizeram com minha família? O que foi que houve? Onde estão meus amigos?
Após o momento de fúria ele percebeu que havia alguém olhando pra ele de dentro de uma loja de artigos esportivos do outro lado da rua, então ele correu até essa pessoa sem saber quem o que era, a criatura também correu, quando ele entrou na loja, tudo estava bagunçado, e um barulho de porta abrindo e fechando vinha dos fundos da loja, ele correu para, e chegando à porta abriu-a bruscamente já com o fuzil em mãos, ele saiu num beco fedorento, e viu a criatura correndo em direção à outro edifício, então gritou – Pare aí mesmo ou meto uma bala na sua cabeça! – a criatura parou e rapidamente ele foi aproximando-se e vendo que a criatura parecia ser humana.
- Por favor, não me mate.
- Quem é você?
- Meu nome é Jessie, eu só estava lá pra encontrar algo para me defender.
- Como disse que se chama?
- Jessie.
-Tem mais alguém vivo com você?
- Sim, meu namorado.
- Como ele se chama?
- Lucas.
- Leve-me até ele, pois tenho algumas perguntas à fazer.
- Não posso fazer isso.
- Não faria isso por um velho amigo?
- Que velho amigo? Meus amigos estão mortos.
- Então olhe para trás.
No momento em que ele virou-se e viu que Everton estava ali, encheu os olhos de lágrimas, e começou a chorar como se soubesse que iria para o inferno.
- Não pode ser, é você Everton?
- Sim, sou eu.
- Mas como? Em 2013 você foi internado por que o vírus que os americanos soltaram tinha estragado todos os seus órgãos, e após uma semana internado os médicos disseram que você havia falecido. Isso é um milagre.
- Bom, então eu acho que tem algo muito esquisito acontecendo, porque eu acordei no hospital Santa Elena, com todas essas coisas que estou usando dentro de uma cômoda, e uma voz me dizia pra vir até aqui, e no caminho encontrei com algumas criaturas com uma boca no lugar do rosto, e quando saio eu vejo o jornal e depois vi você na loja, e estamos aqui.
- Então vamos sair logo daqui, pois aqui é muito perigoso.
- Mas o que foi que aconteceu?
- Vamos logo e quando chegarmos ao esconderijo Lucas te explicará.
E eles correram por quase duas horas, e Everton estava horrorizado com a calamidade em que se encontrava a cidade de Oxbay, várias lojas destruídas, prédios em ruinas. E quando eles chegaram a um beco, ela virou-se de frente à Everton e fez sinal que era pra abrir o latão de lixo, ele foi em direção ao latão e quando abriu havia um profundo buraco com uma pequena luz no final, ela falou pra que ele fosse rápido, ele pulou no buraco e em seguida ela foi pulou junto. Após alguns minutos descendo ele chegou ao esgoto, que fora adaptado para a moradia de seres humanos, enquanto ele olha admirado para o esgoto, Jessie acabara de descer e estava indo em direção à uma porta improvisada com grades de ferro e alguns tecidos que já estavam úmidos e sujos.
- Jessie querida, é você?
- Sim sou eu, e eu trouxe alguém.
- Quem? Você sabe que não pode trazer ninguém pra cá, e se ele estiver infectado?!
- Apenas venha ver quem é.
E bruscamente sai um cara que aparentava não se alimentar bem havia anos, e meio sujo. Everton levanta-se com um brilho no olhar e abrindo um sorriso apenas espera pra ver a reação do amigo.
- Quem é este aí?
- É o Everton.
- Impossível, o Everton que conheço morreu faz três anos.
- Então eles deram a você a informação errada meu amigo, pois eu estou vivo.
- E como tenho certeza?
- Por que fui eu quem te mostrou a academia de kung fuu, e fui eu que te falei pra namorar a Jessie.
Então Lucas não esperou mais tempo e correu para dar um abraço no velho amigo.
- Mas o que foi que houve com nossa cidade? De quê que os jornais estavam falando?
- Dois meses depois que abrimos aquela caixa, um louco norte americano, ganhou à presidência dos Estados Unidos, e ninguém sabia que ele estava bancando um cientista louco, que após um ano de pesquisas ele afirmou ter conseguido encontrar “a cura perfeita” que na lógica teria sido criada para curar todas as doenças virais do mundo, mas que como de costume, alguns religiosos começaram a protestar, por que afirmavam que isso era mentira e que os americanos estavam criando uma nova forma de tentar dominar o mundo, começando pela morte de várias pessoas, e infelizmente eles estavam certo, os Estados Unidos criaram essa tal de cura, e conseguiram enganar a ONU e pulverizou todo o globo, matando muitas pessoas, algumas pessoas ficaram deformadas e acabaram transformando-se em monstros, e outras ganharam uma espécie de poder, aí como você deve ter lido no jornal, os estados unidos perderam o controle das pessoas que morriam que se transformavam em monstros e as que ganhavam poderes, até que um dia todo o planeta estava infectado, e a economia mundial declinou de vez, aí então a fome, a miséria e os desastres naturais tomaram de conta do mundo, e hoje estamos assim, sem alimentos suficientes, sem água suficiente, e com medo de a qualquer hora entrar pela porta uma criatura monstruosa pela porta, se realmente existe inferno, já estamos nele e Deus nos abandonou de vez.
Lucas se levanta e volta para o quarto dele, Everton olha pra Jessie que com os braços recolhidos sobre os joelhos chorava baixinho.
- Desde que você foi dito como morto, ele começou a desacreditar em Deus, e começou a ficar revoltado com a vida.
- O que aconteceu com Frank? Ele está bem não é?
- Quando a economia do mundo declinou, houve realmente uma guerra mundial, onde todos os países se envolveram, e enquanto soldados de todas as partes do mundo atavam nossa cidade, alguns militares estavam tentando evacuar as pessoas, e foi quando nos perdemos d’ele.
- Mas e meus pais?
- Eles morreram enquanto fugiam de casa, um torpedo russo atingiu a casa deles, e eles não tiveram chance alguma.
- Mas então isso que dizer que Frank ainda está vivo por aí.
- Lucas e eu já tentamos ir atrás dele, mas não conseguimos acha-lo.
- Assim que anoitecer eu sairei à procura de Frank.
- Não, você não pode fazer isso.
- Porque não posso?
- Porque é a noite que os demônios rondam lá em cima, à procura de algum ser vivo que esteja desprotegido.
- Então ao amanhecermos nós sairemos.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Será Aventura part. 3


Será Aventura part. 3
Após arrumar a casa, Jessie ficou na expectativa de ver o que tinha dentro da caixa, mas resolveu esperar chegar até a escola para poder mostrar aos amigos.
Chegada a hora de ir à escola ela se arrumou e foi ao ponto de ônibus. O ônibus fez sua trajetória normal e seguiu para a escola, logo na entrada Louis estava escorado no portão de entrada com um sorriso malicioso.
- Boa tarde meu bem.
- O que tem de boa Louis?
-Não sei, pra mim hoje a tarde está maravilhosa, resolvi alguns problemas que estava me tirando do sério, e estou encontrando com você agora. Quer presente melhor que esses?
- Não quero nada com você hoje, some daqui por que se Lucas ver você perto de mim, vai querer bater em você, e convenhamos que você não queira isso não é?!
- Não gatinha, é claro que não, você sabe muito bem o que eu quero.
- Já chega, sai da minha frente que eu quero passar!
Então ele deixou que ela passasse e seguiu seu caminho. As aulas estavam cada vez mais demoradas, parecia que não iriam acabar, e quando soou o sinal Jessie correu para a sala de Lucas na esperança de encontra-lo, no mio do caminho ela esbarra em Everton.
- Ei calma, pra quê tanta pressa?
- É que eu preciso encontrar o Lucas.
- Calma ele me ligou e pediu pra que eu te avisasse que ele iria demorar a vir hoje, por causa de alguns problemas com sua família, mas que está tudo se resolvendo e ele já estão chegando. Mas o que houve de tão urgente que você está com essa pressa de encontra-lo?
- É por causa da pequena caixa preta
- Que caixa?
- Uma caixa que o senhor me deu hoje num beco, e que eu e Lucas estamos esperando encontrar você e Frank para podermos abrir e descobrir o que tem dentro. Por falar nisso cadê ele?
- Quem? Frank? Bom quando eu saí da sala ele estava contando para um ruma de garotas atiradas como é no Canada, mas podemos ir chama-lo se quiser.
- Então vamos.
Então eles se encontraram na sala de aula, conversaram um pouco no pátio da escola, e seguiram para o resto de suas aulas. Após o término das aulas todos se encontraram no portão de saída, eles se olharam, conversaram e seguiram para a casa de Everton. No caminho, Jessie contou toda a história de como havia conseguido aquela caixa, Everton disse que na casa dele não era muito bom para ele verem o conteúdo daquela caixa, e que os pais deles iriam ficar perguntando tudo sobre aquela caixa, e que quando eles descobrissem que aquela caixa foi dada por alguém esquisito eles iriam pirar e não iam deixar que vissem aquela caixa lá, então eles resolveram irem para a casa de Jessie, pois lá teriam privacidade para descobrir o que tem na caixa. Chegando lá todos se prontificaram, sentados de em cadeiras e na cama.
- E então? Quem vai abrir a caixa? (Everton)
- Eu. (Frank)
E quando ele pegou caixa e começou a olha-la para ver como abriria ela, ele viu o botão na parte de baixo da caixa, olhou-o por um momento e apertou, naquele instante a caixa emitiu um som de estalo, e uma pequena tampa do tamanho e comprimento da caixa destravou-se, e uma fumaça um pouco densa começou a sair de dentro da caixa, no mesmo instante o clima ensolarado daquela manhã, mudou bruscamente para um tempo fechado, indicando que iria cair uma chuva realmente muito forte, com raios e trovões, de dentro da caixa começou a sair uma luz branca muito forte, que assustado Frank então solta à caixa que acabara de abrir por completo, e todos no quarto fecharam os olhos, e a luz foi tão forte que segou a todos por alguns instantes.
Meio distante, Everton podia ouvir algumas vozes, como se fossem vozes vindas de um rádio, ele sentia o cheiro de um lugar totalmente limpo, e uma dessas vozes dizia para que Everton levantasse e fosse cumprir com sua missão, e que alguém precisava d’ele, então ele abre os olhos e se vê num lugar totalmente diferente do que já tinha visto. Ele dá uma olhada no lugar, que na sua lembrança mais parecia com um consultório médico, cheio de aparelhos esquisitos, e eles estava vestido com uma daquelas roupas de hospital que ele sempre achou idiotas, mas não quis fazer piada com o que estava acontecendo ali, a voz falou mais uma vez pra ele que suas roupas estavam na gaveta do meio da cômoda ao lado, ele olhou para os lados e foi até a cômoda e abrindo a gaveta viu suas roupas, vestiu-as e saiu daquele quarto, a voz lhe falou mais uma vez dizendo que na última gaveta estavam os equipamentos que ele precisaria, e um olodriver que mostraria a ele tudo que ele teria que fazer, quando ele abriu a gaveta, ele encontrara várias armas pesadas, e pistolas automáticas, munições, bombas, um colete a prova de balas e uns óculos escuros, sem entender muito que estava acontecendo ele pegaram todas as armas, vestiu o colete e colocou os óculos, a voz fala em sua cabeça que ao lado da cômoda há um par de botas de guerra, e que na primeira gaveta estariam as chaves do carro que ele utilizaria em sua missão. Ele pegou as botas, abriu a gaveta, pegou a chave e saiu do quarto.
Onde ele estava parecia muito com um hospital, mas com corredores uns pouco mais largos, e com vários canos de versos tamanhos e formas saindo e entrando nas paredes, teto e piso, mas algo de estranho estava acontecendo ali, e ele sabia que não era nada bom, então resolveu se preparar pondo um fusíl em mãos, ele achava que não sabia atirar, mas informações de como utilizar aquela arma estavam percorrendo seus pensamentos naquele momento, as luzes do corredor começaram a piscarem, até que se apagaram, e um som de portas se destrancando ecoou pelo corredor, no mesmo momento seus óculos ativaram o modo visão noturna, e Everton seguiu pelo corredor fazendo o máximo de silêncio que podia, e mais a frente ele viu que alguma coisa estava por lá, algo que não dava pra ver direito o que era, mas que parecia ser humanoide, a coisa que ele viu, aparentemente se assustou e correu, deixando Everton mais cauteloso.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Será Aventura part. 2

Será Aventura? Part. 2
“Não é tão simples acordar de manhã e ver que as coisas mais simples estão se desgastando por causa da nossa arrogância.”
À manhã estava chegando, e com ela um incomodo na consciência, um gosto amargo na boca, e com dores que percorriam todo o corpo de Louis Dracúria. Foi nesta manhã que ele começou a perceber que beber desenfreadamente em uma balada não era tão bom quanto parecia ser nos filmes. O quarto de Louis era bastante desarrumado, com várias caixas de pizzas, várias latas de cerveja, o tom amarelo desbotado das paredes entrava em contraste com os primeiros raios de sol que entravam no quarto, os pôsteres de bandas de rock heave metal que estava há anos na parede já estavam quase descolando e caindo no chão.
Atordoado e sem saber exatamente o que havia feito na noite passada ele olha a hora no despertador e resolve levantar-se e começar a se arrumar para ir à escola.
- Acorda Frank, está quase na hora de ir à escola, e o Everton já está de pé, e antes que eu esqueça Charles já saio para trabalhar e vocês dois terão que ir a escola de ônibus ou caminhando. (fala Sra. Benson que já estava de avental)
- Está bom, já estou indo. Mas espere o horário da aula não é à tarde?
- Sim é.
- E então por que me chamaram as 06h30min?
- Por que de manhã é a aula de futebol de Everton, e eu queria que você fosse com ele.
- Então eu vou já-já, espere eu acordar só mais um pouquinho e eu vou.
E esse foi o início da manhã dos Bensons.
Não muito distante d’ali Jessie (a namorada de Lucas) estava indo a passos largos para o Bosque dos Três Botões para sua corrida de todas as manhãs. Ela estava com uma camiseta se mangas, uma calça de algodão, um tênis que fora escolhido especialmente para correr, e seu boné favorito que Lucas havia dado a ela quando eles se encontraram pela primeira vez, naquele mesmo instante ela começa a sorrir consigo mesma e recordou do dia em que se conheceram.
Estava uma noite agradável, e o parque acabara de abrir perto da praça matriz de Oxbay, e quase todos os cidadãos dos bairros próximos estavam lá, pelo menos foi isso que Jessie pensou. Ele estava chegando ao parque e acabara de sair do treino, pois ainda estava com o uniforme da academia de kung-fuu, naquele momento de distração alguém que ela não conhecia veio por trás e encostou algo duro em suas costas, e falando como de sussurro, falou pra que ela o acompanhasse sem fazer alarme e sem resistir, ou ele abriria um buraco nela e que ela não iria gostar. Rapidamente ela acompanhou o indivíduo, e por sorte eles passaram perto de Lucas que olhava um pouco admirado para a estrutura da roda gigante, assim que eles passaram por Lucas, ela simulou um tropeço, e que por sinal deu certo, Lucas com o reflexo ainda bem quente de virou e viu que algo estranho estava acontecendo com aquele casal, “se é que era um casal”, pensou Lucas naquele momento, mas ele não resolveu pensar muito e começou a segui-los, após alguns minutos eles chegaram a um beco escuro, frio e molhado, e lá estavam mais dois capangas a espera do que parecia ser o chefe.
- E então chefe deu certo não é? (capanga 1)
- É claro que deu você não está vendo seu idiota?!
- O que vocês vão fazer comigo? (Jessie)
- Calma princesa não fazer nada de mais, apenas queremos seus pertences e depois iremos tirar uns atrasos, se é que você me entende. (Chefe)
- Não, por favor, não, eu faço o que você quiser mas não faça nada comigo. (Jessie)
- Então gatinha, não faça nada que você não vá se arrepender. (capanga 2)
- Ei! A mãe de vocês não ensinou que não se mete com garotas indefesas? (Lucas)
- Garoto se eu fosse você eu sairia da que antes que nós perca a paciência, entendeu? (Chefe)
- Então cai dentro, e veremos quem é que vai se arrepender. (Lucas)
Naquele momento os outros dois capangas correram pra cima de Lucas, cada um com um canivete do estilo militar em mãos, Lucas se preparou para lutar como nunca lutou na vida. Um dos capangas correndo em sua direção com uma cara de que não iria brincar de esfaquear, ergueu o braço e tentou acerta o pescoço de Lucas, mas com um movimento rápido ele se abaixa e girando para a direita o golpeia com a perna direita bem na cabeça, fazendo com que o bandido caísse naquele instante, o outro vendo o que acontecera tentou um golpe com o canivete direto na barriga, Lucas com o braço esquerdo desvia o golpe inimigo, e com a mão direita segura a cabeça do capanga para começar uma sequência de joelhadas no rosto do bandido, depois de cinco joelhadas, o outro capanga se ergue do chão com muita raiva, e parte pra cima de Lucas, ele percebendo isso para a sequência de golpes se apoia na cabeça do bandido e o joga contra o outro bandido, fazendo com os dois caiam e apaguem no chão, depois de se esquentar ele olha para o chefe que está segurando a garota e começa a caminhar de encontro a ele.
- Ei garoto pare aí mesmo, não me obrigue a atirar na garota. (Chefe)
- Não precisa atirar nela, apenas leve todos os objetos que ela tem e pronto. (Lucas)
Naquele momento Jessie olha pra ele e faz um gesto com as mãos, dizendo que vai bater nos testículos dele, e Lucas apenas fez um gesto de que entendeu.
- Está bem, mas cuidado com o que você vai fazer isso pode lhe custar o futuro de sua família. (Lucas)
- Como é cara? Você esta ficando doido é? Que papo é esse de tomar cuidado com o futuro? (Chefe)
- AGORA! (Lucas)
E Jessie juntou toda força que podia ter, e deu um soco nos testículos do bandido, e no mesmo instante ele caiu se contorcendo de dor, na mesma hora Lucas correu e pegou na mão de Jessie e correu d’ali, enquanto o chefe gritava dizendo que iria pegá-los cedo ou tarde, mas eles já estavam longe para prestar atenção nas ameaças, e eles correram até um prédio em construção, e subiram até ao ultimo andar.
- Você é louco. No que estava pensando quando seguiu uma estranha que iria ser assaltada e estuprada?
- Eu pensei que era pra salva aquela garota indefesa.
- Mas eles poderiam ter nos matado.
- Mas esse era um risco que eu teria que correr para saber se conseguiria salvar alguém de verdade.
- Mas você se machucou?
- Não, só me arranhei um pouco na hora que estava batendo neles, mas não foi nada de mais.
- E como eu posso te agradecer?
- Você pode começar me dizendo o nome da donzela em perigo que acabei de salvar.
- Bom muito prazer o meu nome é Jessie.
- Bom Jessie da próxima vez procure não ser assaltada.
- Mas e então? Eu não vou saber o nome do meu herói?
- Ah claro, meu nome é Lucas.
E naquele momento eles ficaram conversando e se conhecendo melhor, então tudo ficar em preto e branco, e Jessie retorna realidade em que se encontrava. Quando ela chegou ao Bosque dos Três Botões teve uma surpresa desagradável, infelizmente o bosque estava fechado para reformas dos bebedouros, bancos e faxina, decepcionada com o que acabara de ver, ela resolve voltar pra casa correndo para compensar os exercícios perdidos, no caminho para casa, alguém num carro azul para perto dela, e baixando a convida para entrar.
- Hoje não Louis.
- Por que não gata?
- E para de me chamar de gata, você sabe que agora estou namorando o Lucas.
- Deixa esse otário de lado, você sabe que ele não é nada comparado a mim, eu posso te dar luxo, uma vida cheia de prazeres inimagináveis.
- Eu já te disse que eu não quero mais nada com você, e se você não parar de me perturbar eu vou contar para o Lucas.
- Ei gatinha calma aí, eu já disse que não gosto de violência, mas se você não me quer agora eu sei que você vai querer depois, é só uma questão de tempo até você cair na real e ver que eu sou o único que pode te fazer feliz como você merece.
E ele sai de arrancada. Naquele mesmo momento em que ela corria, por ali passava um senhor de idade com um casaco marrom e um chapéu preto que cobria seu rosto contra os raios de sol.
- Psiu, garotinha, você pode me ajudar?
- Sim senhor, do que o senhor precisa?
- É que me gato correu para esse beco, e como eu não tenho mais forças eu queria que você fosse pagá-lo pra mim.
- Tudo bem senhor.
E ela entrou no beco, procurando pelo gato. Chegando ao fim do beco e não tendo encontrado o gato resolveu voltar, mas quando se virou para ir embora teve um susto ao ver que o senhor estava bem atrás d’ela.
- O senhor está?
- Sim minha cara, e então, encontrou o gatinho?
- Eu já ia voltar para dizer ao senhor que eu não encontrei seu gatinho.
- Não se preocupe minha jovem, eu estava me lembrando de que parece que eu não trouxe meu gato para passear comigo hoje, mas vou te recompensar pela ajuda que você me deu.
- Não precisa, eu fiz por que o senhor estava precisando.
- Mas eu quero que você receba a recompensa que quero lhe dar.
E ele colocou a mão no bolso dentro do casaco, e tirou de dentro uma pequena caixa de couro preto, que aparentemente era muito velha, e já estava bastante surrada. Ela fez menção de que não queria aquela caixa, mas ele fez questão de que queria que ela recebesse aquele presente. Então ela recebeu, e enquanto olha para a caixa, pensou em agradecer, mas quando olho para frente novamente viu que o senhor havia desaparecido, ela olhou para os lados e correu d’ali para casa. Assim que chegou em casa ela pegou o celular e imediatamente ligou para Lucas.
- Alô? Lucas?
- Oi querida.
- Lucas venha aqui em casa, eu tenho algo muito interessante para te mostrar.
- Mas o que é?
- Te mostro quando você chegar aqui, um beijo, tchau.
Alguns minutos depois, a campainha da casa d’ela toca e ela corre para atender, e quando viu que era ele, tomou-o pela mão e o levou para o quarto para mostrar o presente esquisito que ganhara.
- Olha.
- E o que é isso?
- Eu não sei dizer, mas parece que é uma caixa.
- Será que não é um cofre?
- Acho que não, por que se é um cofre, por que não tem um furinho para por o dinheiro, ou um cadeado com um segredo?
- Não sei, deixe-me ver essa caixa.
E Lucas sentou-se na cama e olhou fixamente para a caixa, olhou como se soubesse que algo muito estranho tivesse para acontecer naquele momento, após um tempo olhando para a caixa ele percebeu que havia uma espécie de botão na parte de baixo da caixa.
- E então, você acha que devo apertar agora?
- Não seria melhor ligar para Everton e Frank para eles verem isso também?
- Então liga agora.
- Mas agora é a aula de futebol de Everton.
- Então liga pra Frank.
- Mas eu não tenho o número dele.
- É mesmo, e provavelmente ele deve estar dormindo numa hora dessas, então vamos guarde essa caixa na sua bolsa, e na escola mostraremos a caixa pra eles.
- Então tá, vou arrumar a casa agora, e você vai ficar aí ou vai vir me ajudar?
- Eu tenho que ir para casa terminar de fazer o trabalho de física, o prazo de entrega é até hoje.
- Então tá bom meu herói, até daqui a pouco.
E Lucas foi para casa, Jessie ficou arrumando a casa, Everton e Frank estavam indo para a aula de futebol e Louis acabara de chegar em casa.
- Você ainda vai ser minha Jessie, eu sei que vai, nem que eu tenha que entrar em contato com alguns amigos meus, mas não importa você vai ser minha, e se não for, você não vai ficar com aquele lutador de kung-fuu barato. (falou Louis com um tom de vingança)
E ele entra em casa com um olhar maníaco e perturbado que só um psicopata tem. Após entrar em casa ele foi direto para o quarto, pegou o telefone e ligou.
- Alô? É Louis. O correu tudo certo?
- Sim senhor, o correu tudo como o planejado.
- Mas você entregou diretamente a ela?
- Sim senhor, entreguei nas mãos d’ela, eu te falei que o truque do gato sempre funciona.
- Então agora é só esperar o resto do plano acontecer.
- É verdade chefe.
- Ah quase esquece, venha aqui em casa que eu já estou com seu pagamento em mãos.
- Opa chefe não precisava ser agora, nós combinamos que só seria depois do trabalho completo.
- Não interessa, apenas venha aqui.
Após trinta minutos, alguém bate na porta dos fundos, Louis vai na mesa de cabeceira, abre uma gaveta, e puxa uma arma, e vai até a porta dos fundos, chegando lá ele abre a porta, e sem piscar, ou sentir algum remorso, aponta a arma para o seu subordinado dando-lhe quatro tiros na cabeça, depois de ter matado o subordinado ele vai até a dispensa e pega uma pá, foi para o jardim, começou a cavar um buraco, e vendo que o buraco já era grande o suficiente encostou a pá e foi buscar o corpo e o jogou dentro do buraco, e sem esperar muito tempo começou a enterra-lo.
- Foi bom trabalhar com você, mas não leve para o lado pessoal, apenas não gosto que ninguém saiba dos meus planos ou do que faço se não eu ainda teria pais.
Um pouco distante d’ali Everton e Frank chegavam à escola de futebol, e algumas garotas ficavam cochichando e rindo baixinho, Everton ficou um pouco envergonhado, mas Frank ficou se achando.
- Aí cara, eu acho que elas estão falando de você. (Frank)
- Que nada, elas devem estar falando de você que aparentemente é um canadense recém-chegado ao Brasil, e se você não lembra, eu lembro pra você, algumas garotas dessa cidade e do Brasil só se interessam pelo que você tem. (Everton)
- Bom que seja, eu quero é ficar numa nice se é que você me entende? (Frank)
No final da aula, Everton e Frank resolveram passar numa sorveteria, e de lá foram para casa, para almoçarem e irem para a escola, pois hoje dia promete coisas intrigantes.