Quem vive me vendo

terça-feira, 13 de março de 2012

Será Aventura


`Será Aventura?
     
Era apenas mais uma tarde comum de inverno, mas algo diferente iria acontecer na vida de três garotos, algo que eles não saberiam explicar, e muito menos entenderem, mas que com certeza faria com que eles mudassem total e completamente a maneira que viam o mundo.
Hoje o dia começa na casa de Everton Benson, um garoto que morava com os pais o Sr. Charles Benson e a Sra. Eddyna Benson. Eles moram num bairro nobre da cidade de Oxbay. O Sr. Benson é advogado e a Sra. Benson uma dona de casa dedicada que amava cuidar de sua família. Everton sempre foi um garoto notável nos estudos e no esporte, sempre tirava notas altas e jogava futebol no time da escola, e graças a sua habilidade sempre que havia campeonato no bairro ele era convocado e sempre dava orgulho aos seus pais. Certo dia Everton acabara de voltar de mais um dia de treino de futebol, e entrando em casa seguiu logo para o quarto, sentou em sua cadeira de madeira com estofado e ainda com o uniforme ficou frente à janela e começou a pensar, pensava em coisas sem sentido, sem ligação. Após alguns minutos que pra ele pareciam horas, ele despertou do momento de pensamentos, pois a Sra. Benson o chamava para ir almoçar. Ele tirou o uniforme, tomou banho, se vestiu e foi para a cozinha.
Chegando lá sua mãe havia preparado um feijão preto bastante temperado, com costelas, uma farofa, uma enorme quantidade de arroz e uma porção de macarronada que ele raramente via dentro de casa, a não ser que estivessem comemorando algo importante.
- Mãe, estamos comemorando algo que eu não saiba?
- Não. Por quê?
- Porque você só faz essa quantidade de comida quando estamos festejando algo.
- Mas desta vez nós estamos esperando seu primo chegar, ou você esqueceu que ele está chegando hoje daquele intercâmbio no Canada?
- É mesmo. Será que ele trouxe presentes de lá? Eu queria muito ter ido com ele, mas você não deixou!
- Everton, por favor! Você já sabe que seu pai e eu tememos que você possa sofrer algum acidente numa viagem dessas!
Naquele momento o semblante de Everton acabara de murchar. Ele não era muito diferente da maioria dos garotos que jogavam bola no bairro, era alto, um pouco forte, tinha o rosto com feições que embora não tivesse explicação certa, mas fazia com as outras pessoas que aproximavam-se d’ele se sentissem bem. Não demorou muito tempo depois daquela conversa com sua mãe e o Sr. Benson acabara de chegar e entrando na casa disse:
- Onde está esta família que sempre me orgulha?
- Estamos na cozinha querido?
- Ummmm, mas que cheirinho gostoso é esse que está vindo daí?
- É o almoço querido.
- Onde está o Everton?
- Estou aqui!
- E então filhão, como foi à escola hoje?
- Foi legal...
- E então você conseguiu falar com aquela garota?
- Pai?! Não é hora pra falar disso!
- Mas por quê?
- Por que não!
- E do quê que os garotões estão falando que eu não posso ouvir e que não está na hora de se falar?
- Na... Nada mãe, é só sobre uma garota que está me tirando à paciência e não me deixa estudar em paz.
- Cuidado filho, pois foi desse jeito que eu conquistei seu pai no ultimo ano de colegial, e hoje estamos bastante felizes.
- É, mas comigo é diferente, pois eu não gosto dela e nem ela de mim. Mas e então, quando é que o primo Frank vai chegar?
- E o Frank chega hoje e ninguém me disse nada?
- Bom pai eu deixei um recado com a sua secretária, mas ela não te repassou.
- É que hoje estava uma loucura lá no escritório, veio uma mulher afirmando que seu ex-marido estava seguindo-a e observando sua vida e que queria que eu conseguisse que ele ficasse longe dela e dos filhos, é um caso triste e lastimável, mas ela veio ao advogado certo e eu vou conseguir esta intimação.
- Tome cuidado querido, pois este ex-marido maluco pode ser perigoso e querer te fazer algum mal.
- Não se preocupe meu amor, pois estou bem protegido pela lei, e você esqueceu que temos câmeras de segurança por quase toda a casa? Então não tem como ele me fazer qualquer mal. Mas vamos deixar de enrolação e vamos logo almoçar, pois eu já não me aguento de tanta fome.
- Calma, ou você esqueceu que temos que esperar Frank chegar? E vá tomar um banho para poder almoçar.
Após meia hora alguém bate na porta.
- Everton querido vá atender, pois pode ser seu primo.
Everton foi até a porta esperançoso que fosse seu primo e que ele trouxesse presentes para toda a família. Ele abriu e a porta e viu Frank com algumas malas que pareciam estar pesado, com aquele cabelo loiro grande e bagunçado, o rosto com um pouco de sardas embaixo dos olhos verdes claros.
- Frank? É você mesmo?
- Yes my dear cousin.
- Aqui no Brasil você já pode falar em português.
- Eu sei, é que é legal falar em inglês.
- Então entre, guarde as malas e lave as mãos para almoçarmos. Mãe? Pai? Frank chegou.
- Traga ele para almoçar querido.
- Hey garotão como foi à viagem para o Canada?
- Foi super demais. Lá tem pessoas de todos os jeitos, mas isso é história pra outra hora, agora eu quero almoçar e depois visitar uns velhos amigos, e claro que fazer minha matrícula na escola do Everton.
- Está bom jovem canadense, vamos almoçar.

Enquanto isso na casa de Lucas às coisas não andavam muito bem, seu pai acabara de ser preso por desacato à autoridade, e sua mãe estava reclamando de muitas dores de cabeça, e a prisão de seu pai agravara mais a sua dor de cabeça.
Lucas era um garoto que não se dava muito bem com sua turma de escola e nem com os demais garotos do bairro onde morava. Todos os dias da semana ele praticava kung-fuu numa academia que ficava a algumas quadras de sua casa. Ele estava treinando bastante para poder participar do torneio estadual que seleciona os dois melhores lutadores do estado para poderem ir a uma viagem de um ano para um monastério chinês. Após algumas horas de treino sua namorada chegara ao portão da frente e estava esperando ele para irem à escola. Depois de uns cinco minutos de espera ela escuta a porta abrindo-se, e lá vinha ele com uma mochila que mostrava ser muito surrada diariamente. Ele chegou ao por tão e disse:
- Você estava esperando há muito tempo?
- Não, eu cheguei há pouco tempo. Vamos? Nós ainda temos que passar na casa de Everton para busca-lo, e também eu não sei se você lembra, mas parece que Frank chega hoje.
- É verdade, ontem a Sra. Benson me ligou e pediu para que nós fossemos lá para dar as boas vindas.
- Então vamos logo se não nos atrasaremos.
Não muito distante d’ali um garoto chamado Louis Dracúria estava dirigindo até à escola. Um jovem de aparência muito orgulhosa, sempre cuidadoso com seu corpo, sempre penteando o cabelo e conferindo se não havia nenhuma espinha no rosto. Ele era do tipo que gostava de ser sempre superior às outras pessoas e achava que ninguém era melhor que ele.
Após alguns minutos de caminhada Lucas e sua namorada (Jessie) chegaram à casa de Everton, e Lucas bateu na porta. Depois de uns trinta segundos de espera Everton abriu a porta com sua mochila nas costas, e logo atrás dele Frank vinha andando com uma pequena mochila nas mãos. E quando viu Lucas ele disse:
- Fala aí Lucas. Como você está? E essa aí quem é? Is she your girlfriend?
- Como é? O que foi que ele disse?(falou Lucas sem entender nada)
- Ele perguntou se ela é sua namorada. (falou Everton com um tom de crônica).
- E por que ele não pergunta em português? E sim ela é minha namorada. O nome dela é Jessie. (falou Lucas meio aborrecido)
- Ei cara qual é? Que mau humor é esse? Abra um sorriso nessa cara, pois eu cheguei hoje ao Brasil e estou indo agora com você para fazer minha matrícula na escola que vocês estudam. (falou Frank como se essa fosse a melhor notícia da vida deles)
- Sério cara? Isso vai ser muito legal, você vai gostar muito da nossa escola, lá é muito legal, só tem alguns valentões, mas isso eu resolvo, pois estou praticando kung-fuu, e possa tirar satisfações se preciso. (falou Lucas com um tom de vingança)
- Lá vem ele com essa coisa de resolver! Parece que ele está ficando obcecado com isso e às vezes esquece até de mim! Vocês acreditam nisso?(falou Jessie com um pouco de desgosto)
- Ei galera eu sei que o papo está muito bom, mas vamos embora senão perdemos o ônibus e teremos que esperar mais de meia hora pelo próximo. (fala Frank com um ar de preocupação na voz)
Eles saíram da casa de Everton e foram para o ponto de ônibus, por sorte eles chegaram a tempo e conseguiram pegar o ônibus e após 10 minutos chegaram à Escola Particular Antônio Freitas. Eles desceram do ônibus e foram entrando na escola. Dentro dela são muito bem organizados, com corredores largos, com vários armários, alguns alto-falantes pendurados nas paredes próximos e dentro das salas de aulas, Everton fez questão de mostrar pessoalmente os melhores lugares da escola, e mostrou-lhe onde fica a sala do diretor. Depois de alguns minutos conhecendo a escola o sinal é tocado e todos os alunos se retiram para suas salas. Frank disse a Everton que iria espera-los dentro da escola ou do lado de fora. E depois de seis horas e meia de aula eles se encontraram de frente ao portão da escola, e Everton disse:
- E então, você conseguiu fazer a matrícula?
- Sim, consegui, e amanhã mesmo eu já posso começar a estudar com vocês.
- O diretor disse em que turma você vai ficar? (Lucas)
- Não, mas eu vou tentar fazer com ele me coloque numa turma com algum de vocês. (Frank)
- Xiiiii, eu acho um pouco difícil, pois o que ele disser aqui na escola nada nem ninguém pode revogar. (Lucas)
- Quem é você que está falando tão bem? (Jessie falando com ar de chacota)
- O que é? Não por que eu pratico kung-fuu que eu não sei falar palavras difíceis. (Lucas falando com ar de repreensão)
- Está bem galera, vamos embora que está ficando tarde e temos que está em casa logo. (Everton).

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