Será
Aventura part. 11
Aquela multidão de pessoas estava cada vez mais aumentando, outras
pessoas que também eram mutantes estava juntando-se a causa, às vezes dava até
pra sentir a terra tremer sob seus pés, enquanto isso na base, o exército de
soldados já estava se prontificando em frente a base, todos iguais com suas
espadas, e prontos para matar sem dó nem piedade. No meio da multidão Jessie se
dá conta que Everton não estava mais lá e começa a perguntar a todos que
estavam ali, mas todos respondiam que não o viram, e uma voz em sua cabeça
falou que ela tivesse calma, pois o amigo dela estava seguro e que na hora
certa ele apareceria, e naquele momento as coisas foram ficando um pouco amareladas
e o barulho ensurdecedor daquela multidão enfurecida foi diminuindo, e as
coisas começaram a ficarem lentas até pararem, Jessie tentou mexer com alguém
do lado, mas estavam todos congelados.
- Calma Jessie.
- Quem está aí? (Jessie)
Naquele momento uma imagem meio turva de Frank se materializa em
frente à Jessie.
- Calma, dessa vez, por favor, não chore. (Frank)
- Mas como? Você tinha morrido quando usou seus poderes...
(Jessie)
- Sim disso eu sei, mas eu vim aqui por que de onde eu estou dá
pra ver tudo que esta se passando aqui, e eu vi a quantidade de soldados que as
forças armadas possuem, e vi que você estão em desvantagem numérica, por isso
eu disse a Everton que ele fosse chamar meus antigos alunos para auxiliarem
você. (Frank)
- Mas de onde você está da pra saber quem vai ganhar essa batalha?
(Jessie)
E tudo foi voltando ao normal, e a imagem de Frank se esvai ao
vento, e ela voltou à realidade. Depois daquele momento ela correu à procura de
Lucas.
- Se eles acham que não vamos permitir que eles entrem aqui e
peguem aquele maldito garoto para curar todos, eles estão muito enganados.
General vá e fique dentro do quarto com o garoto. (Tenente Brigadeiro)
- Sim senhor. (General)
Enquanto isso Everton corria o máximo que podia para chegar logo à
sede da resistência. Após correr muito e entrar numa mata fechada, ele encontra
um pequeno riacho que era alimentado por uma cachoeira, ele correu e mergulhou,
e nadou embaixo d’água até a entrada de uma gruta, após alguns minutos nadando
ele chega a gruta onde estavam todos, e saindo da água ele vai até a multidão:
- Pessoal eu sei que não estamos vivendo a melhor fase das nossas
vidas, mas temos agora em mão a chance de melhorar as condições de vida aqui na
terra pra que gerações futuras possam viver como nós vivíamos à alguns anos
atrás, e é por isso que venho aqui pedir a ajuda de você para irem lá fora
enfrentar as forças armadas comigo e a Célula I. (Everton)
- E quem vai nos fazer ir com você? (Muralha)
- Ah, Muralha você está bem, então, por favor, me ajude pra que
possamos acabar com esse império de terror nesta cidade. (Everton)
- Não, ninguém aqui vai ajudar você e seus amiguinhos da Célula I.
(Muralha)
- Se você não quer fazer isso por mim ou pela Célula I, então faça
por Frank. (Everton)
- Não fala o nome dele só pra me comover, você não tem o direito
de falar nele, por que foi por causa de você e seus amigo que nós fomos
atacados naquele dia e foi por causa de vocês que ele usou os poderes e morreu.
(Muralha)
- E você acha que eu não estou triste não?! Você acha que eu estou
soltando fogos de artifícios com a morte dele?! Eu estou tão triste quanto você,
por que se você não sabe, ele era meu melhor amigo e ainda por cima era meu
primo! (Everton)
E Muralha baixou a cabeça e retirou-se dali.
- E então, se não é por mim vamos lutar por Frank, pra que a morte
dele não venha a ser em vão. Vocês estão comigo? (Everton)
- Sim, vamos lá e vamos acabar com isso logo! (Multidão)
E eles saíram de lá, com uma força de vontade que Everton nunca
havia visto em sua vida. Enquanto isso a Célula I já estava travando um combate
com as forças armadas, várias explosões estavam ocorrendo naquele local, era
como se fosse outra guerra mundial, vários demônios voando com suas espadas em
chamas, os monges estavam dando tudo que tinham. Um dos monges vestidos de
vermelho começa a fazer gestos com pernas e braços parecidos com o monge
branco, e começa cair fogo dos céus, um soldado avança em sua direção, pronto
para decepar sua cabeça, mas Lucas interveio dando-lhe um encontram violento,
que o fez cair no chão, o monge fez um sinal de agradecimento balançando a
cabeça e continuou com os gestos, e vários meteoros começaram cair na base, e
cada vez mais soldados começaram a sair para proteger a base. Um soldado correu
na direção de um dos monges que também estava fazendo gestos com as pernas e
braços, levantou sua espada e o golpeou bem no meio do tronco e partindo o
monge no meio. O monge de branco começou a fazer movimentos com os braços e o
céu começou a fechar e a ficar escuro, logo uma chuva bastante forte começou a
cair.
- Ei cara, assim você me desarma não é? (Monge Vermelho)
- Foi mal! (Monge Branco)
Naquele momento o Monge Azul junta os braços e faz um movimento
circular e a temperatura começou a baixar rapidamente, até que a chuva que caia
começou a virar estacas de gelo, e o Monge Cinza saltou de trás dos outros
monges fazendo movimentos com os braços, naquele momento as estacas de gelo
começaram a para de cair e ficaram suspensas no ar por alguns instantes, e
fazendo movimentos de ataque o Monge Cinza joga todas as estacas de gelo na
direção dos soldados, com aquele ataque ele conseguiu matar um deles. Naquele
momento o portão da base é aberto e dentro dele saiu mais soldados, Jessie
transforma-se e começar o jogar os soldados para longe, mas quilo parecia não
ter fim, onde ela atacava dois soldados apareciam mais quatro soldados, os
ataques dos monges não estavam mais fazendo efeitos contra os soldados, e eles
estavam começando a ficarem cansados e sem forças para continuar a batalha, outros
monge é partido no meio por outro soldado, Jessie já está ficando sem saída, e
cada vez mais estão chegando soldados para a luta, e quando Jessie e a Célula I
já estavam quase sendo derrotados Everton chega gritando com a resistência –
Vamos lá galera, é a chance das nossas vidas, vamos acabar com essa ditadura e
vamos dar um fim a esse império de terror! – e quando Jessie e os integrantes
da Célula I olharam na direção em vinha a resistência, eles foram tomados por
um sentimento de alegria e mais uma vez parecia que nada estava perdido.
A batalha recomeçou mais forte, e mais uma vez os monges usaram a
chuva, transformando-a em estacas de gelo e conseguiram matar um número maior
de soldados, Everton com seu fuzil começou a atirar nos soldados, membros da
resistência começaram a usar seu poderes, um deles transformou-se em um
rinoceronte e saiu atropelando os soldados, naquele momento outro da resistência
começou a soltar fogo pela boca e transformou-se em um dragão vermelho, ele
pegou dois soldados e os jogou para o alto, e enquanto eles estavam lá em cima
ele cuspiu fogo neles, que os desintegrou na mesma hora. O Monge Preto correu
de encontro a um soldado e começou dar-lhe uma sequência de socos e chutes na
cara, que começou a fazer com que o soldado fosse se despedaçando pouco a pouco,
Lucas começa a golpear outro soldado, e Jessie joga outro soldado para o alto,
e o dragão aproveita para destroçá-lo, Everton é pego desprevenido por outro um
soldado, que toma sua arma e começa a tentar golpeá-lo, e quando Everton já
está sem saída o soldado levanta sua espada para parti-lo ao meio Everton fecha
os olhos, e naquele exato momento ele escuta um barulho de metal sendo quebrado
e o de outra coisa sendo quebrado, quando ele abriu os olhos ele viu Muralha
segurando o soldado pelo pescoço.
- Você está bem? (Muralha)
- Sim estou. Mas você disse que não viria. (Everton)
- Se quiser que eu vá embora ainda está em tempo. (Muralha)
- Não pode ficar a festa não seria a mesma sem você. (Everton)
- Ei cara, eu peço desculpas por aquilo que eu disse mais cedo.
(Muralha)
- Não se preocupe, o importante é que você veio. (Everton)
- Mas eu ainda não sei como fazer para chegar até a base sem ser
pego pelos soldados. (Everton)
- Eu tenho um método, mas você será visto, e depois que você
estiver lá dentro fica por sua conta. Vai querer? (Muralha)
- Claro como é? (Everton)
Muralha segura Everton pela cintura, pega seu fuzil e salta em
direção a base, enquanto eles passavam por cima da multidão que batalhava incessantemente,
ele aproveitou para ajudar atirando nos soldados.
- Eu se fosse você economizaria munição. (Muralha)
- Por quê? (Everton)
- Por que você não sabe quantos soldados você terá que enfrentar
lá dentro. (Muralha)
- É mesmo, então você realmente não vai ficar pra me ajudar?
(Everton)
- Não posso, terei que voltar para ajudar essas pessoas. (Muralha)
- Sentimento nobre meu amigo, se nos encontrarmos em outra vida,
lembrarei desse favor e serei grato a você. (Everton)
- Não precisa, pois eu faço isso por Frank que foi como um pai
para todos nós. (Muralha)
No momento em que eles terminaram de conversar, muralha acaba de
quebrar o teto da base militar e deixando Everton lá dentro salta voltando,
enquanto Everton olha sua volta, um soldado encontrou Muralha no meio do salto
e o golpeia com a espada, saindo do campo de visão de Everton que não demorou
muito e começou a procurar pelo garoto da cura. Ele correu muito por dentro da
base, e ao dobrar em um corredor ele se depara com a sala de experiências, ele
dá uma olhada pela janela da porta e vê um garoto sentado na cama, o garoto não
tinha cabelos, e seus eram de cores diferentes, ele era branco como a neve das
montanhas altas do Tibete, Everton não esperou muito e entrou rapidamente no
quarto, o garoto olhou para ele.
- Não, por favor, vá embora. (Garoto)
- Por quê? Eu vim te resgatar. (Everton)
- Por que isso é uma armadilha idiota! (General)
E Everton virou-se rapidamente para ver quem era, mas foi impedido
de ver, pois levou um soco que o fez desmaiar.
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